Nascido Silvio Kazushi Sano, passou a adotar o pseudônimo a partir do primeiro livro (O Seqüestro / 96), um romance policial. Depois vieram o Meio Faz o Homem (Editora Winner Graph), uma coletânea de crônicas e Sonhos Que De Cá Segui (Editora Ysayama), outro romance e, por último, mais uma coletânea, dessa vez, em parceria com o Prof. Reimei Yoshioka.

Formado em Arquitetura em 1974, foi no ano seguinte, pela primeira vez, ao Japão através de bolsa-estágio oferecida pela província de Mie, terra natal de seu pai. Logo que retornou ao país, participou do III Salão Internacional de Humor de Piracicaba (1977) com um cartum inspirado no percurso da volta, como mochileiro, e que durou 3 meses cruzando 14 países. Depois, respondeu pelo departamento de arquitetura de uma grande empresa de construção, que o levou a projetar desde armazéns e silos graneleiros até usinas de tratamento de lixo, além da ampliação de um estádio de futebol (Santa Cruz, Recife).

Fez mestrado de arquitetura na Universidade de Nagoya e na forte relação com um arquiteto japonês (Mitsuaki Kurahashi), que o recebeu para estágio em seu escritório, acabou realizando uma Mostra Individual de Cartuns em uma galeria de arte de Nagoya. Anos depois, mesmo na condição de dekassegui, criou, para o então amigo, o logotipo de uma empresa, na cidade de Toyohashi. A experiência e o convívio com cerca de mil dekasseguis no intervalo de 3,5 anos é que o levou na direção da Literatura e da crônica jornalística.

Como cronista, articulista e chargista, colaborou e/ou ainda colabora com os jornais Folha de Fernandópolis, São Paulo Shimbun, jornal do Nikkey, Notícias do Japão e revista Shimbun Pesca. Publicou dois romances-ficção (O Seqüestro e Sonhos Que De Cá Segui) e duas coletâneas (O Meio Faz o Homem e Dekassegui: Com Os Pé No Chão... No Japão). Por esses trabalhos foi entrevistado por: Rosana Hermann(Rede Mulher), Juca Kfouri (Gazeta/CNT), Ney Gonçalves Dias (SBT), Maria Cristina Poli (Circular/Canal 21). Tem poemas de haicais publicados em jornais da comunidade e participou em uma antologia de haicaístas do Grêmio Haicai ipê (Lua na Janela). Fez versões para o português de músicas japonesas para que alguns cantores das comunidade japonesa as interpretassem. É coordenador do Curso de Comunicação Verbal e Não-verbal (Oratória) ministrado pelo prof. Fernandes Neto, na Associação Mie Kenjin do Brasil. É membro do Conselho Deliberativo da Aliança Cultura Brasil-Japão, do Conselho Deliberativo da Associação Mie Kenjin do Brasil e da diretoria da Associação de Amigos do Memorial do Imigrantes.
Pieta
Cartun com qual participou do III Salão Internacional de Humor de Piracicaba (1977) e ficou entre os selecionados para a Exposição naquela cidade. Esse trabalho foi também publicado na Seção de Arte da revista VEJA (Nº: 468 - 24/8/1977) daquele ano.
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